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terça-feira, 17 de março de 2015

Bibio hortulanus (Linnaeus, 1758)



Fêmea
Reino:                Animalia
Filo:                   Arthropoda
Classe:              Insecta
Ordem:              Diptera
Família:             Bibionidae
Género:             Bibio
Nome Comum:  Mosca

Um díptero muito comum pertencente à família Bibionidae, presente em toda a Europa e Norte América. Em Portugal é apenas conhecido por Mosca mas em Ínglaterra e nos EUA tem nomes comuns muito sugestivos como lovebug, honeymoon fly, kissingbug e double-headed bug atendendo ao modo de reprodução.

A fêmea reconhece-se fácilmente por ter o abdómen alaranjado e o tórax vermelho. O macho é totalmente negro, de menores dimensões, holóptico (olhos grandes que ocupam quase toda a cabeça) e só se diferencia de outros Bibio machos quando acompanham a fêmea.
Aparecem na Primavera nos jardins, em herbáceas, arbustos e àrvores floridas, em montes de composto e caixas de compostagem e muros expostos ao sol.
Os adultos são úteis como polinizadores, alimentam-se do néctar das flores com especial preferência pelas umbelíferas. As larvas crescem no solo de àreas com erva e relva, alimentando-se de raízes vivas e vegetação em decomposição, contribuindo para a formação de húmus.

A fase adulta é curta e a maior parte da sua vida como adultos é passada em copulação. Macho e fêmea ligam-se pela parte posterior do abdómen e assim permanecem mesmo em vôo.

De todos os dípteros os Bibionidae são os que apresentam um registo fóssil mais extenso. Provávelmente já presentes no Jurássico, seguramente presentes no Cretáceo, sendo já muito abundantes no Cenozóco a partir do Terciário.
Macho (à esqª) e fêmea (à dta) copulando

quinta-feira, 5 de março de 2015

Aoploscelis bivirgata


Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hemiptera
Família: Lygaeidae
Género: Aoploscelis
Espécie: Aoploscelis bivirgata

Pertence a uma grande família em que muitos membros são considerados nocivos para a agricultura.

A maioria apresenta uma coloração que vai do vermelho ao castanho e ao quase negro.

Corpo alongado de 4 a 20 mm de comprimento, duro e alongado.

O par de asas anterior (élitros) têm apenas a porção anterior endurecida sendo que a posterior è membranosa tal como o são as asas posteriores.

Sobre esta espécie em particular não consegui obter informação.


domingo, 1 de março de 2015

Aranha-de-berçário (Pisaura mirabilis)

Note-se que perdeu uma pata
Reino                Animalia
Filo                   Arthropoda
Classe              Arachnida
Ordem              Araneae
Família             Pisauridae
Género             Pisaura
Nome Comum Aranha-de-berçário

Uma das três espécies de Pisauridae presentes em Portugal e com uma distribuição paleártica.

Habitam em locais abertos, com erva ou arbustos baixos (prados, jardins, berma de caminhos, etc.), até aos 900 m de altitude.



Providos de boa visão são activos caçadores diurnos, não tecendo teia para
Admirável padrão de coloração
captura das presas. Caçam por entre a vegetação rasteira e quando detectam uma presa assumem uma postura característica com as dois primeiros pares de patas juntos e afastados para fóra. Predam artrópodes. Se presa de outros predadores (aranhas, répteis,...), e se puderem, optam pela fuga ou praticam autotomia das patas.


Abdómen fusiforme. Coloração variável, cinza, amarelada, alaranjada, acastanhada, mais ou menos escura. Faixa mediana clara, lateralmente ao longo da carapaça. As fêmeas apresentam marcas em forma de circunflexo, com abertura para a frente, no dorso.


Comportamento de acasalamento curioso
Fêmea com ooteca
e complexo: o macho apresenta à fêmea uma oferenda nupcial que consiste numa presa por ele caçada e embrulhada em seda. A fêmea aceitará ou não a oferta e, dependendo da aceitação, o macho fecundará ou não a fêmea. Alguns machos fingem de mortos, com a oferta na boca, e quando a fêmea se aproxima para tomar conta do alimento o macho salta sobre a fêmea para a copular.


Os ovos fertilizados são guardados num saco que a fêmea constrói, a ooteca, e que transporta consigo junto ao abdómen. Quando se aproxima a altura da eclosão a  fêmea prende a ooteca a ervas ou folhas, tece uma teia protectora à sua volta em forma de sino, abre ligeiramente a ooteca e fica de guarda até que as pequenas aranhas saiam para o exterior. Aí permanecem durante algum tempo até que dispersam Serão adutos na Primavera seguinte.